Artesãos da Okatoka

O coletivo feminino do barro no DF

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Maria do Barro

Artesãs de cerâmica,
Planaltina do DF

Para além das peças decorativas, que por si só, já são um deleite para os olhos, a história do Instituto é uma daquelas que também enchem os olhos – de lágrimas. Um misto de alegria e tristeza (pela realidade de tantas mulheres no Brasil), de garra e determinação, de um coletivo de mulheres que, unidas, conseguem prover uma vida digna aos seus entes queridos.

Maria do Barro, a matriarca, cearense de Baturité, foi a fundadora desse instituto de assistência social que produz peças de cerâmica para sustento do projeto. Com o objetivo de capacitar mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade, Maria do Barro, conseguiu unir essa força de trabalho sob o mesmo galpão.

“Emponderar mulheres, proporcionar um trabalho que elas possam organizar dentro da rotina delas de casa – nós ajudamos elas dessa fora.” afirma Dadá do Barro, a sucessora de Maria. Hoje, são 25 mulheres que trabalham no Instituto e conseguem proporcionar uma vida digna, com moradia e renda própria. Idalete, a Dadá, também nordestina, mudou-se com as filhas para Brasília no início dos anos 2000. Criada na roça de Bacuri – MA, impressiona com sua força e destreza, ao comandar o Instituto, após a morte de Dona Maria. Por circusntâncias do acaso, chegou à cidade de Planaltina e pouco tempo depois, ao galpão de trabalhos manuais de Maria do Barro. Logo se tornou seu braço direito e sua dama de companhia. Ficou ao seu lado até seus 87 anos, quando Dona Maria faleceu.

Para além dos trabalhos artesanais desenvolvidos ao longo dos mais de 25 anos de trajetória, as mulheres ligadas ao Instituto conseguiam, também, um lugar para morar nos diversos assentamentos criados por Maria do Barro. O Barrolândia, se tornou o mais conhecido deles, muito por conta da prestigiada coleção de cerâmicas homônima que explodiu de uma década para cá.

Como se nota, a preocupação com o bem-estar das moradoras da região está no DNA do Instituto. Conhecida como uma pessoa caridosa, Maria do Barro atuava transformando vidas para além do seu espaço. Uma dessas ações foram as inúmeras visitas aos presídios femininos para ensinar tipos diferentes de trabalhos manuais, a fim de entreter as presidiária e promover momentos de descontração e conversas.

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